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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

escavações arqueológicas III - Granginha

28
Abr10

Apetece-me perguntar...

 

O que é que as "nossas" entidades responsáveis pelo nosso património irão decidir...

 

Embora desconhecedor da parte técnica/científica, mas como curioso e do que me é possível observar, pelo senso comum, posso concluir que além do que aqui se vê e o que entretanto se descobriu, temos a confirmação da existência de uma  importante Villae Romana na Granjinha, que se estende pelo espaço em redor da Capela onde agora foram feitas sondagens, confirmando o que há 25 anos se descobriu a uns escassos metros do local, diversas e importantes construções da época romana.

 

Esta fotografia retrata o início do aparecimento dos vestígios romanos tendo surgido posteriormente mais achados reveladores da importância do local, por isso logo que nos seja possível e permitido daremos mais pormenores, pois existem certos condicionantes na sua divulgação.


Poderíamos estar aqui perante mais um espaço que poderia e deveria ser musealizado, para fazer parte do circuito de ruínas romanas a  visitar no nosso concelho!

Seria mais um ponto de interesse turístico, e uma mais-valia !

Mas como os tempos são de "crise", advinha-se, outro destino...

Estou mesmo convencido, que por mais que os responsáveis pela descoberta informem da sua importância, esta será desvalorizada...

A conversa será a do costume o custo/benefício com toda a certeza que não compensará !!!

 

Teremos então umas fotos para memória futura ...

 

Vale de Anta 5 - Selhariz 3

19
Abr10

No fim de semana do pasado dia 11 de Abril teve início o 2º Torneio de Futsal Inter-Freguesias/Pobos Eurocidade...

 

No domingo dia 11 de Abril Vale de Anta deslocou-se a Soutelinho da Raia, tendo vencido a equipa local por 5-3. O blog esteve ausente por desconhecimento do início do torneio. Assim  como ninguém deu notícia, não há "relato" do jogo.

Já não digo que alguém viesse a este blog, mas ao blog Valdanta que é da SEDE, podiam ter dado um lamiré...

Bem tudo bem, como eu desconhecia, o pessoal responsável também não se pode lembrar de tudo...

Ontem dia 18 de Abril Vale de Anta recebeu a equipa de Selhariz que derrotou pela mesma marca 5-3.

Vale de Anta já está por isso na segunda fase. Embora com fraca assistência os poucos presentes eram bons e puxaram pela equipa que conseguiu ultrapassar um resultado desfavorável ao intervalo. Vale de Anta perdia por 2-0 e mesmo com mau piso, que se encontrava muito escorregadio devido à chuvada que caiu poucos minutos antes conseguiram levar de vencida a equipa de Selhariz.

Força rapazesss....

Vista da mesa do secretariado.

Parabéns !

17
Abr10

 

Hoje o Zé d' Arminda faz anos!

 

Sabemos que a freguesia de VALDANTA está agradecida e que lhe paga com a saudade!

A mesma saudade que faz sofrer todos os Valdantinos da Diáspora! Os mesmos que todos os dias abrem o seu blog à procura de notícias da sua terra. Foi de sua iniciativa o primeiro Blog da freguesia e por isso o responsável pela entrada da sua terra na aldeia global. Foi também o criador do "bichinho"  para o surgimento de outros blogs...

 

Ficará para outra altura, num encontro de "Blogs da Freguesia", comentadores, visitantes, amigos e todos os Valdantinos  que se queiram associar para lhe renovar o agradecimento do "primeiro passo" e quem sabe criar novos meios de dar voz à freguesia!

 

No dia do seu aniversário o blog granjinha/cando dedica-lhe o post de hoje com o desejo que este dia se repita por muitos anos !

 

 

 

Quando eu nasci

 

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

 

José Régio


 


 

Também com as palavras de gratidão e os parabéns do amigo LUÍS da GRANGINHA !

 

Apesar dos esquecimentos «oficiais», a GRANGINHA é bem lembrada por muita e boa gente.

Este Blogue já recordou algumas dessas distintas pessoas que se sentiram felizes por vir, e andar, por esta ALDEIA.

Aos Amigos da GRANGINHA já falados, acrescentamos hoje o de um Valdantino de grande coração.

Por estes caminhos, campos e quintais também se fez gente. E até a PIPA lhe matou a sede, com muito regalo.

Sabemos, «de certeza certa», que este lugarzinho está bem acomodadinho lá no seu coração.

Falamos do ZÉ PEREIRA, o ZÉ d’ARMINDA, «o CHEFE».

E nós, filho e NETO da GRANGINHA, estamos contente por ver inscrito no QUADRO de HONRA dos AMIGOS da GRANGINHA este Homem Bom – o Sr. JOSÉ PEREIRA .

Do “Alto do CANDO” e do “Cimo do CAMPO” vai um grande abraço de PARABÉNS pelo ANIVERSÁRIO e vão os Votos de muita saúde.

 

 

Luís da Granginha

 

 

Blog de VALDANTA

Um AMIGO da Granginha

13
Abr10



No sábado de Páscoa tivemos na Granginha a visita um amigo de longa data, que é também um estudioso da sua História.   Foi ele,  que com o seu trabalho e estudo contribuiu para por a descoberto e confirmar a existência da Villae Romana no local dando a conhecer pormenores até a essa altura desconhecidos.

Há mais de 20 anos foram iniciadas sondagens arqueológicas numa casa particular pela Câmara Municipal de Chaves, pois o seu proprietário pretendida fazer obras de consolidação da casa. Assim como havia suspeita de que poderia haver ruínas no sub-solo, foram iniciadas as referidas sondagens com a sua orientação, tendo as mesma sido  suspensas pela falta de autorização do IPPAR,  embora a mesma tenha sido solicitada pela Câmara Municipal  nunca foi dada resposta. Do que na altura se observou está publicado em livro do autor "Aquae Flaviae II. O Tecido Urbanístico da Cidade Romana" , várias estruturas romanas foram encontradas pedaços de cerâmica e outros vestígios depositados no Museu Municipal de Chaves. Na divisão ao lado onde foi efectuada a sondagem na altura já havia sido encontrado o "mosaico romano", decorativo característico de locais com jardins ou piscina romanos, depositado no Museu de Chaves. Na nossa humilde opinião pelo que já observamos  e também ouvindo historiadores de renome  internacional, já chegamos à conclusão da importância do local e  das suas potencialidades como local de estudo e porque não de museu!

dedos que lêem a pedra !



Hoje, sabemos que ainda há muito por descobrir!

Como já se deu aqui notícia pelas sondagens que se estão a fazer junto à Capela decorrentes da requalificação que a Câmara Municipal de Chaves pretende fazer do seu adro, já foram postas a descoberto uma muralha romana  entre outros vestígios. Também constatamos, que  pelo que se pode observar haverá vestígios escondidos sob as habitações e terrenos e contíguos.

 

Haja então vontade e coragem para continuar...

 

a humildade do grande homem em convívio entre amigos

 

 

António Rodriguez Colmenero, professor, arqueólogo e escritor.

Fecha de Nacimiento: 1 de septiembre de 1936
Lugar de Nacimiento: Lucenza (Ourense)

 

 

Currículum: Currículo:

Estudio la carrera eclesiástica en el Seminario de Ourense y en la Universidad Pontificia de Salamanca. Estudou carreira eclesiástica no Seminário de Ourense e Pontifícia Universidade de Salamanca. Más tarde la de Filosofía y Letras en la Universidad de Valladolid, doctorándose en Historia en 1975. Mais tarde, Filosofia e Literatura na Universidade de Valladolid, um Ph.D. em História em 1975. Fue profesor en las Universidades de Valladolid, Alicante y Oviedo, catedrático en la de Deusto y en la actualidad en la de Santiago de Compostela en el área de Historia Antigua. Ensinou nas Universidades de Valladolid, Alicante, Oviedo, professor de Deusto e, actualmente, em Santiago de Compostela na área de História Antiga.

Obras realizadas: Obras executadas:

Escribió más de 16 monografías sobre temas de su especialidad y más de cien artículos en revistas científicas. Ele escreveu mais de 16 artigos sobre temas de sua experiência e mais de cem artigos em revistas científicas. Realizó excavaciones arqueológicas en Lugo, Chaves, en el campamento romano Aquis Querquernis y en otros yacimientos. Escavações arqueológicas realizadas em Lugo, Chaves, no acampamento romano Aquis Querquernis e outros sites.

Otros datos de interés: Outras informações importantes:

Es autor de una docena de proyectos de investigación, director del Grupo Arqueológico "Larouco" y de la revista del mismo nombre. Autor de uma dúzia de projectos de pesquisa, director do Grupo de Arqueologia "Larouco" e da revista de mesmo nome. Es miembro de varias asociaciones nacionales y extranjeras como la Academia de Historia. É membro de várias associações nacionais e estrangeiras como a Academia de História. Está casado y tiene dos hijos. Casado e com dois filhos.
En noviembre de 2005 entró a formar parte de la Academia Gallega de Bellas Artes. Em Novembro de 2005 passou a fazer parte da Academia Galega de Belas Artes.

 

Informação retirada do site: hpttp//www.galegos.info

um ano de caminhada...

07
Abr10

 

uma fugida para assinalar!

 

 

7 de Abril de 2010 !!!

 

 

 

até logo...


 

Regresso breve, pois há dias assim... apenas para deixar esta fotografia dos "músicos" dos REIS DE SÃO SEBASTIÃO, que resolveram cantar uns humildes parabéns ao BLOG...Granjinha/Cando !

 

Os parabéns especiais que o blog recebeu !!!

 

“UM país de ENCANTO”


Os lobos acoitavam-se na serra de Ardãos.

E pela calada da noite, descendo a CURALHA, subindo ao CANDO, deslizando pelo Vale da Cabra e pela Sobreira paravam à entrada do Campo a contemplar o tímido bruxulear das luzes da cidade - e sempre na desconfiança que lhes aparecesse o Kim das Chardas com a sua farrusqueta certeira ou o Tio Kim com o sacholo no ar, bem lembrados da última cabra que haviam lamparado à Tia Olinda - faziam as suas incursões ao Matadouro.

O “Jordão”, do Tio Kim, mal os sentia, dava logo uns fortes latidos a convidar o “Tejo”, da Tia Maria do Campo, a dar-lhes uma corrida. O cachorrito do Tó da Tia São fazia-se valente, ladrando lá de dentro de casa, atrás da porta, como que a aplaudir a coragem daqueles dois vizinhos.

Os Palheiros do Alto do Campo eram como torres fronteiriças.

E os lobos da serra de Ardãos, se queriam chegar ao Matadouro, lá se enfiavam por trás dos Palheiros, sorrateiramente.

Aproveitando a distracção de cães e lobos, os linces e os gatos bravos visitavam os galinheiros e as coelheiras com toda a cortesia.

Os ratos fintavam os tojos a fazer de antecâmara àquilo que se pendura no tecto e nos lareiros, no tempo em que mais se aprecia o calorzinho das lareiras.

O Turíbio do Cando bem avisava a Ester para ter cuidado quando fosse cuidar do Pedrete.

É que por aí, além do mistério dos encantamentos da Fonte da Moura, sendo abundantes as tocas de coelhos, também o seria a frequência dos lobos e … de lobisomens.

Naquele caminho que gemina duas Aldeias tão chegadinhas, tão lindamente alumiado pelos fachucos de palha e pelas cantorias da mocidade, mais nova ou mais crescida, da GRANGINHA quando ia Cantar os Reis aos Amigos do CANDO, um dia, à noite, cerrada, o Benjamim do Cando enfrentou um valente lobo.

Do confronto, o Benjamim ganhou um valente susto; o lobo apanhou um valente tiraço.

Um dia, o comboio da tarde, ao arrancar da estação de Curalha para, depois de parar na Fonte Nova, descansar em Chaves, apitou estridente e com solfejo esquisito.

Chegado à Ribeira da Tia Maria do Campo soltou uma golfada de fumo e falmegas descomunal. As labaredas, em correria mais que louca, transformaram num inferno campos, vinhas, matagais e floresta.

Até os bichos-da-unha, que os NETOS da GRANGINHA iam caçar lá no Vale Coelho, ficaram exterminados.

E outros incendiários já nem as “merendeiras” consentem a embelezar o CAMPO!

Mas a Natureza desse país, viradinho ao norte do Amor e ao nascente da Amizade, é reconhecida. E ainda hoje nos deixa o rico sabor de um melão e de uma melancia do CANDO, de uns figos e de umas cerejas da GRANGINHA, de uma pingota em qualquer adega da GRANGINHA ou do CANDO, e daquele aconchego amigo que regala a alma, por mais sofrida ou feliz que esteja!

É o país de GRANGINHA - CANDO!

LUÍS DA GRANGINHA

Páscoa na Granginha

02
Abr10


“A PÁSCOA na GRANGINHA”

Já naquele tempo, os dias, depois do Natal, começavam a crescer.

Davam saltos de pardal.

Depois da matança do reco e do fumeiro feito, em Janeiro, os dias já davam saltos de carneiro.

O Carnaval vinha logo ali com o Domingo Magro e o Domingo Gordo. Neste, os “compadres” de todos os Tios e Tias da Aldeia, mais conhecidos pelos “NETOS DA GRANGINHA” - uma tal Nídia e uma tal Judite, e uns tais Mário, Júlio e Luís, assessorados por dois mais pequerruchos (o Luís d’Alice e a Hermínia) - depois da cobrança de uma alheira, duas chouriças, três linguiças, uns carolinhos de pão centeio em todas as portas e uns púcaros de água da PIPA ( seus «pilecas», da PIPA, e não da pipa!), juntavam-se no CAMPO e faziam a comezaina estapafúrdia e barulhenta, apreciada à distância, com o desvelado regalo de toda a sua gente.

Era o ensaio para a barulheira dos preparativos do Domingo de Ramos, dia em que essa “trupilha” ia em procissão exibir os ramos, feitos de madressilvas, alecrim, açucenas e duas meias-dúzias de pedacitos de bolacha acompanhadas por três ou quatro rebuçados, até à Igreja de S. Domingos e receber o troquito açucarado das madrinhas (ou de quem lhes fazia a vez!).

Depois, a semana que se lhe seguia parecia-lhes muito demorada.

A sineta tocava ao fim do dia e o Poβo juntava-se na CAPELA a lembrar aquele a quem fizeram dele um Cristo.

E o Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa então é que eram dois dias importantes para esses “compadres” que estavam tão despertos a medir os saltos de pardal e os saltos de carneiro!

Rua abaixo, rua acima, pinchavam de contentes porque adivinhavam que do avental de qualquer Tia aconteceria o milagre de um carolinho de FOLAR.

Dizia-se, até, que foi com as MULHERES da GRANGINHA (a fama de excelentes Governantas e melhores Cozinheiras fizera-as chegar ao Palácio Real!), que a Rainha Isabel, senhora dessas terras, aprendera a fazer o milagre do regaço!

Aquele forno ali em frente à Casa do Tio Zé Lita, logo, logo, à direita de quem entrava no pátio da Avó da Netinha Nídia, tinha cá um jeito para fazer sair uns FOLARZINHOS assim, estais a ver, douradinhos, bem feitinhos, fofinhos, tão bem recheadinhos!...

Catancho! Até se fica tolhido de ougaço só de pensar neles!

Catrino! Esse forno ainda tem «saúde» para cozer um FOLARZITO desougador?!

Que rica Páscoa a dos Netinhos desse tempo!

Que falta nos fazem essas TIAS e AVÓS, desses tempos!

A PÁSCOA na GRANGINHA!.......

Luís Granginha